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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

LiFiMax é um lâmpada Li-Fi que transmite Internet rápida por meio da luz


Dispositivo, que se conecta à rede a até 100 Mbps, pode ser solução mais segura em relação ao Wi-Fi


Por Isabela Cabral, para o TechTudo

LiFiMax é uma lâmpada que conecta usuários à internet — Foto: Divulgação/Oledcomm

A LiFiMax é uma lâmpada Li-Fique transmite Internet por meio da luz. Com alcance de 28 m² e conexão com velocidade de 100 Mbps para até 16 pessoas, o produto foi apresentado pela empresa francesa Oledcomm, na CES 2019, feira de eletrônicos em Las Vegas. O modelo deve ser instalado no teto, como uma lâmpada comum, enquanto os usuários precisam de um receptor especial para acessar a rede. De acordo com a fabricante, esse é o transmissor Li-Fi mais poderoso do mundo.

A tecnologia Li-Fi (ou Light Fidelity) é uma alternativa às conexões sem fio tradicionais. Criado por pesquisadores na França há quase 15 anos, o método consiste em transportar informações digitais por meio de luz infravermelha ou ultravioleta. Seus defensores afirmam que ela é mais segura que o Wi-Fi e o Bluetooth, tanto em termos de proteção dos dados quanto de poluição por ondas, porque a luz não atravessa paredes e outros obstáculos. Além disso, ela pode atingir velocidade até 100 vezes mais rápida do que o Wi-Fi.

Ambientes como hospitais e indústrias, que precisam minimizar as interferências, por exemplo, poderiam ser beneficiados com a lâmpada, assim como companhias que desejam garantir mais privacidade em algumas salas. No entanto, muitos consumidores podem se incomodar com a cobertura restrita da tecnologia.

Segundo a fabricante, o equipamento é o transmissor Li-Fi mais poderoso do mundo. Fruto de mais de uma década de pesquisas, ele sucede o MyLiFi, espécie de luminária de mesa que se conecta à internet a 23 Mbps, lançada ano passado. O LiFiMax tem 2,5 cm de espessura e 10,2 cm de diâmetro. A lâmpada é conectada a um plug ethernet e transmite os sinais de luz, que são captados e convertidos em dados por um pequeno receptor conectado via USB ao computador.

A LiFiMax já está em pré-venda, com entregas previstas para setembro. O transmissor mais um aparelho receptor saem por US$ 900, cerca de R$ 3,4 mil, em conversão direta, sem impostos. Por conta do alcance limitado e o preço salgado, especialmente se comparado aos roteadores Wi-Fi, a adesão popular à tecnologia Li-Fi pode demorar.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Celulares irregulares passam a ser bloqueados a partir de sábado - Consulte sua situação



Pelo número do IMEI é possível saber se há algum registro de impedimento no aparelho que você possui ou que pretende comprar.

Para achar o número de IMEI do celular, o consumidor pode:

1) procurar na caixa do celular;

2) procurar em um adesivo que fica por trás da bateria; ou

3) digitar *#06# no celular e apertar a tecla para ligar.

Atenção: Celulares que utilizam mais de um SIM Card possuem um IMEI para cada chip, sendo necessário verificar cada um dos IMEIs.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

App permite criar figurinhas para o WhatsApp a partir de fotos; veja como fazer

Figurinhas como as que existem no Facebook Messenger e Telegram são o mais recente e divertido recurso disponibilizado no app

NO STICKER STUDIO, VOCÊ ESCOLHE UMA FOTO E SELECIONA O CONTORNO DA ÁREA QUE QUER TRANSFORMAR EM UMA FIGURINHA (FOTO: REPRODUÇÃO/STICKER STUDIO)
 POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Anunciadas há algumas semanas, as figurinhas do WhatsApp já estão disponíveis para boa parte dos usuários usarem em suas conversas, juntamente com os GIFs e emojis. Enquanto pacotes básicos de figurinhas (algumas já presentes no Facebook Messenger) foram enviados para os celulares na última atualização do app, quem usa o WhatsApp no Android pode também fazer as suas próprias, como mostra artigo do The Next Web.

Isso pode ser feito com o app gratuito Sticker Studio, em que você seleciona foto (pode ser uma tirada com a própria câmera ou recebida de outra pessoa) e seleciona o contorno da área que quer transformar em uma figurinha (como uma única pessoa em uma foto com outras).

A partir de três figurinhas criadas, você já pode exportá-las para o WhatsApp na forma de um pacote. Cada pacote pode ter no máximo 30 figurinhas, e há um limite máximo de 10 pacotes por usuário.

Além do Sticker Studio, o próprio WhatsApp tem suas orientações para quem quer criar suas próprias figurinhas. É um método mais complexo e que exige alguns conhecimentos básicos de programação, mas o app dá todos os detalhes neste link. Na ferramenta “oficial”, além disso, também é possível criar as figurinhas no sistema iOS

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

China cria âncora de jornal com inteligência artificial, e ele é incrível e entediante ao mesmo tempo.




por: Alessandro Feitosa Jr

A agência estatal de notícias chinesa Xinhua criou dois “âncoras” virtuais para apresentar telejornais. Utilizando a modelagem 3D e inteligência artificial, os avatares são capazes de ler qualquer conteúdo, tanto em inglês quanto em chinês. A voz e a aparência foram inspirados em um dos jornalistas da agência.
No anúncio oficial, a companhia disse que o âncora virtual pode ser útil para entradas repentinas de notícias urgentes. O avatar já é considerado pela agência como um membro do time de reportagem e um de seus pontos positivos é “diminuir os custos associados a âncoras humanos, já que ele pode trabalhar 24 horas por dia” – o que, sinceramente, não me parece tão positivo assim.
Na realidade, o âncora virtual ainda não está pronto para tirar empregos dos jornalistas. Apesar da Xinhua dizer que seu novo apresentador é capaz de apresentar notícias em uma linguagem natural, eu não fiquei muito convencido com a demonstração:
A voz ainda é bem robótica, né? Ainda assim, já é um começo promissor para quem acabou de chegar na empresa. A agência diz que ele é capaz de aprender ao assistir vídeos de transmissões ao vivo, inclusive.
Michael Wooldridge, da Universidade de Oxford, disse à BBC que achou o avatar bem artificial. “É bem difícil de ficar assistindo por muito tempo. Ele não tem expressão, a velocidade de suas frases é a mesma sempre, não tem ritmo nem ênfase”, comentou o professor. Wooldridge apontou também que os espectadores costumam ter apreço e confiança por apresentadores humanos que já conhecem há bastante tempo. “Se você estiver olhando para uma animação, essa conexão com o âncora é completamente perdida”, adicionou.
Em tempos em que a confiança na imprensa é baixa, um avatar não parece melhorar o cenário. Além disso, a China é conhecida por ter uma imprensa altamente controlada pelo governo – portanto, ter uma inteligência artificial praticamente sem nenhuma expressão parece uma boa ideia para eles.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Entenda os 'deepfakes', que usam inteligência artificial para falsificar vídeos


Se as fake News se transformaram numa praga tóxica, subproduto das redes sociais, um perigo ainda maior se aproxima. Veja este vídeo...

Pois é, pode parecer difícil de acreditar, mas quem está falando isso aí não é o ex-presidente Barack Obama. Trata-se desse ator. A imagem dele foi capturada por uma câmera comum. O vídeo passou por um sistema de inteligência artificial que transformou as expressões do ator no rosto de Barack Obama. A voz foi tratada por um software que é capaz de transformar a voz de praticamente qualquer um em outra voz. O resultado é incrível... e assustador.

Essa história de criar vídeos que não são reais começou no cinema. Quando o filme Forrest Gump chegou, todo mundo ficou impressionado com a perfeição do encaixe do personagem de Tom Hanks nas cenas históricas....

Mais recentemente, num dos episódios de Guerra nas Estrelas, a princesa Léia foi recriada à perfeição. O mesmo foi feito com o ator Peter Cushing, que interpretava um dos generais do Império.

Mas, criar essas ilusões custou milhões de dólares ao estúdio de cinema. No caso do vídeo do Barack Obama que abriu essa matéria, o custo foi quase nada. Ele foi feito usando um aplicativo de computador bem simples. O xis da questão é que o aplicativo está conectado a um sistema de inteligência artificial. Mais impressionante, é que enquanto os estúdios de cinema levaram meses para reproduzir os personagens, no caso do aplicativo, a simulação é quase em tempo real.... Veja este exemplo do filme de Mel Gibson. Na janela do lado, outro ator aparece como o protagonista. Tudo foi feito com inteligência artificial, por meio de um mero aplicativo para computador.... Esses vídeos criados pela inteligência artificial foram batizados de DEEPFAKES.

Os primeiros deepfakes surgiram em 2017, quando um sujeito resolveu criar vídeos pornográficos usando rostos de celebridades no lugar das atrizes, mas isso foi só o início dessa onda. Em seguida, quando o criador lançou um aplicativo que automatizava a criação desse tipo de material enganoso, a moda pegou. Uma série de vídeos falsos começou a pipocar na internet; alguns engraçados, outros simplesmente assustadores. Entre os mais populares estão as dezenas com o rosto do ator Nicolas Cage e também alguns do ex-presidente norte-americano Barack Obama.

O que esses programas fazem é examinar um vídeo original quadro a quadro e então, usando inteligência artificial, aprender o tamanho, a forma e os movimentos do indivíduo para que possa ser imitado fielmente em outro vídeo. A maioria dos deepfakes se limitou a trocar os rostos das pessoas. Mas com recursos avançado, imitam não só a posição da cabeça, mas também expressões e todos os movimentos das sobrancelhas e dos lábios. Quanto mais variáveis e informações forem captadas dos vídeos reais, mais essas redes aprender e se tornam mais eficientes.

A gente foi conversar com um dos maiores - senão o maior - perito em fonética forense do Brasil. Mostramos esses vídeos para Ricardo Molina, especialista em análise de áudio e vídeo em busca de edições falsas ou imperfeições que indiquem uma montagem. No Brasil, segundo ele, ainda não existe nada tão sofisticado que se tenha conhecimento… por aqui, quando aparece, a falsificação ainda é grosseira.

Esta foi uma das raras vezes que Molina se deparou com falsificação em vídeo. Mas o perito já perdeu as contas de quantas vezes precisou analisar horas de gravações em áudio. Mesmo com softwares bastante avançados que simulam quase à perfeição a voz de alguém, ele afirma que é muito mais difícil identificar uma alteração do que em um vídeo.

Mas, nos Estados Unidos, os deepfakes já estão tão perfeitos que os pesquisadores tiveram que também recorrer à inteligência artificial para saber eles são reais ou não. Neste material produzido pela Universidade de Stanford, uma das técnicas de detecção leva em conta o fluxo sanguíneo no rosto da pessoa. Olha só. Num deepfake, não há circulação de sangue. Enquanto num rosto real, a inteligência artificial consegue perceber a movimentação nos vasos sanguíneos.

A verdade é que a partir do momento em que realmente não pudermos mais acreditar nos nossos olhos, estaremos em maus lençóis. Já imaginou a quantidade de mentiras e trapaças que pode se espalhar pelas redes sociais? Se as pessoas já acreditam hoje em mensagens em texto, a chance delas serem enganadas por um vídeo é muito maior – afinal, todo nós crescemos acreditando que se há um registro em vídeo, é por que ele é real.... pois é, já não dá para pensar assim...

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Pacientes paraplégicos voltam a andar depois de implante que reativa conexões nervosas

Imagem do Centro Hospitalar de Lausanne, na Suíça (Foto: Reuters)

Três pacientes paraplégicos conseguiram voltar a andar graças a um implante que estimula a medula espinhal com impulsos elétricos. Os dois artigos sobre o estudo, desenvolvido no Centro Hospitalar de Lausanne, na Suíça, foram publicados nesta quinta-feira (1°) na revista científica Nature.

Os impulsos são produzidos por um implante posicionado sobre a espinha, cuidadosamente alinhado a áreas que controlam os músculos na parte inferior do corpo. Eles ativam os músculos individuais em sequência, da mesma forma como o cérebro faz. A RFI entrevistou a neurocirurgiã Jocelyne Bloch, que colocou os implantes nos pacientes.

Segundo a neurocirurgiã, três deles têm uma lesão na medula situada aproximadamente no meio das costas, mas o cérebro, as pernas e a parte de baixo da medula continuaram intactos depois do acidente.

“O que fizemos foi estimular eletricamente a parte inferior da medula espinhal, embaixo da lesão, para favorecer a atividade muscular usada para andar. Significa que o cérebro continua enviando ordens para as pernas caminharem, mas infelizmente não há fibras musculares suficientes para que o paciente possa dar os passos. Mas quando ele recebe um estímulo elétrico, facilitamos esse processo”, explica.

Uma das grandes novidades da pesquisa é que dois dos pacientes não precisam mais desse estímulo para caminhar, mesmo que seja por curtas distâncias. “Conseguimos imitar, da melhor possível, os movimentos naturais”, diz Bloch. “O estímulo da medula espinhal já existia para quem tinha sofrido uma lesão, mas de forma contínua, o que não facilitava a ativação dos músculos um após o outro”, explica a neurocirurgiã.

“Agora compreendemos o mecanismo das conexões nervosas que possibilitam a caminhada e tentamos imitá-lo, usando esses estímulos elétricos, que vão ativar toda a cadeia muscular envolvida no movimento”, descreve. “A diferença em relação aos métodos anteriores é que, treinando os pacientes paralisados dessa maneira, percebemos, depois de algumas semanas, e intenso treinamento, que eles recuperavam uma função muscular perdida”. Os pacientes ainda precisam de muletas ou andadores.

Paraplégico andou dois quilômetros sem implante

Hoje, dos três pacientes, que têm graus diferentes de paralisia, dois conseguem dar alguns passos sem o estímulo elétrico, mas ainda se sentem melhor com o implante. “Um deles conseguiu andar dois quilômetros sem a ajuda do equipamento”, descreve a neurocirurgiã.

Outros progressos ainda mais impressionantes são esperados. “A ideia, no futuro, é propor uma terapia, começando o tratamento mais cedo. Os pacientes descritos no estudo começaram o estímulo três ou sete anos depois do acidente. O ideal seria começar imediatamente depois da lesão na medula para começar a reeducação nas melhores condições”, declara.

Outro objetivo da equipe é melhorar o sistema de estímulo para adaptar ao mecanismo individual de cada paciente. “Ainda há progressos a serem feitos”, analisa. Ela lembra que o treinamento possibilita a reativação das conexões nervosas atingidas no acidente, o que intensificará o sinal que o cérebro envia para as pernas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Google destina US$ 20 milhões para projetos humanitários que usarem inteligência artificial (IA)

Organizações poderão receber ajuda da empresa sobre aprendizagem de máquina.

Por Reuters
O Google anunciou nesta segunda-feira (29) que oferecerá cerca de US$ 20 milhões no próximo ano para projetos humanitários e ambientais que usarem inteligência artificial (IA).

O "Desafio de Impacto IA" visa a inspirar organizações a pedirem ajuda ao Google sobre aprendizagem de máquina, uma forma de IA na qual computadores analisam grandes conjuntos de dados para fazer projeções ou identificar padrões e anomalias.


Rivais do Google, Microsoft e Amazon também promovem iniciativas "IA para o bem".

Focar em projetos humanitários poderia ajudar o Google a recrutar e também a amenizar críticas ao demonstrar que seus interesses em aprendizagem de máquinas se estendem para além de seu negócio central e outras áreas lucrativas, como trabalho militar.

Após reações negativas de funcionários, o Google disse neste ano que não renovará um acordo sob o qual analisa filmagens de drones militares dos EUA.

A diretora de IA do Google, Irina Kofman, disse à Reuters que o desafio não é uma resposta a tais reações, mas notou que milhares de funcionários estão dispostos a trabalhar em projetos de "bem social", ainda que eles diretamente não gerem receita.

“Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões através de mecanismos ou softwares.”